miércoles, 24 de noviembre de 2010
miércoles, 3 de noviembre de 2010
Leite Derramado
Falo de Chico Buarque quem, filho de pai brilhante, conseguiu chegar à sua altura sem seguir o mesmo caminho- mas traçando seu próprio. E agora, com o lançamento de seu último livro Leite Derramado, Chico versa sobre os assuntos que um dia foram tratados por seu pai.
Sergio, o historiador, muito falou sobre a história e os costumes dessa sociedade que nada mais é do que a mistura de muitas, porém tão única. Chico, que tantas vezes cantou os nossos constumes, agora com Leite Derramado busca recapitular a formação do que hoje somos, sob o ponto de vista de um moribundo centenário que neto de nobres, agora padece em uma cama de hospital público, relembrando sua história.
Com Eulálio, Chico Buarque busca rememorar a verdadeira história do Brasil, aquela construida por brasileiros, descendentes de índios, negros, e imigrantes de todas partes do mundo.
Cativante e precisa, a narrativa nos guia apesar de despistar com as confusões na memória do velho contador de histórias.
Brilhante a maneira como Chico costura uma história onde certamente qualquer brasileiro pode se reconhecer, nem que em apenas uma passagem seja.
E aqui, uma vez mais, temos o artista fazendo história. Porque não só hoje falaremos dele, o faremos pelo resto da História.
martes, 13 de julio de 2010
martes, 29 de junio de 2010
Quem somos?

Pequenos seres fabricando sonhos, sonhando mentiras, mentindo o amor, amando muito e quase nada.
Quem é você, que fala de arte quando vende, que fala de vender quando faz arte, que canta territórios, que eleva pedestais, que derruba histórias, encantador de gatos.
Mas quem, quem sou eu, que vendo minha alma, que estagno para avançar loucamente expandindo sabe-se lá até que direção.
Eu que nadei sob a lua, e chorei mil águas, que já nem sei....
Quem é aquele, coerente, bravo e altivo. Se mantém, será, em seu caminho?
Mas que caminho, se onde o homem passou nem está mais, somente o outro, longe de si.
domingo, 27 de junio de 2010
O circo acaba hoje

Semana passada fui ao circo.
Tem gente que nem sabe o que é isso. Eu mesma não ia há muit tempo, desde a época em que meu irmãozinho era pequeno, e ele já tem 15.
Tinha perdido o interesse por não ser uma fã por assim dizer das brincadeiras com animais.
Mas em um domingo de jogo do Brasil, com uma ínfima audiência, sentei naqueles bancos mágicos que fazem a gente voltar a ser criança e não só isso: nos levam de volta ao passado.
Àquele tempo -que já não é o meu (que nasci em tempos de tecnologia já avançada)- as produções artísticas eram saltimbancas, errantes e sobretudo, autóctonas. Feita por e para o povo, sem elite, juiz ou propaganda.
Enfim, o circo me remete à isso. Àquilo que não conheci exatamente, mas que idealizo, e fantasio, em imaginar como seria um mundo eutêntico, onde a realidade somente se confunde com a magia e o fantástico e não com o "make believe" de hoje, onde nada é realmente o que parece, e onde o novo nunca é exatamente novo, é sempre uma recriação, é sempre um 'revival'.
Mas claro, o circo. O que fui em questão é o Circo Roda, armado com tenda e tudo mais no Memorial da América Latina em São Paulo. E é sim, daqueles genuínos: trapezistas, palhaços e contorcionistas. É para crianças, das pequenas e das grandes. Tem magia e ilusão. Tem falhas, mas é disso que se trata, ao vivo e se entregando, as pessoas erram. Elas são pessoas e se mostram como tal - são como eu e como você. Não são deuses absolutos que não perdem uma, não são belezas extraordinárias retocadas pela demanda da indústria que quer vender a perfeição.O espetáculo que o Circo Roda agora apresenta é "Oceano". Assim, vemos peixes nadando, cavalos-marinho e polvos, tudo de tecido, de material reaproveitado, feito por eles, pela trupe.
Da união dos grupos teatrais Parlapatões e Pia Fraus, como eles dizem no seu website, a equepe formada usa esse espaço para dar vazão às características originais do conceito e como dizem ao fim do espetáculo: "Não deixar o Circo morrer".
Quem sabe o Circo não para perto de você?
lunes, 7 de junio de 2010
A fotografia em estado puro
A arte da fotografia entusiasma muitos e não é de hoje. Leonardo da Vinci flertou com a câmera escura já no século XVI e desde então a incisão da luz tem papel protagonista nos registros que o homem faz do mundo que o rodeia.Mas hoje essa prática está cada vez mais esquecida. Com o advento da tecnologia digital os princípios da fotografia estão sendo deixados de lado e os pixels tomando conta do espaço antes reservado aos negativos.
Desenhar com luz
A palavra fotografia, vinda do grego, significa desenhar com luz. Isso porque é feita a reprodução da imagem em uma superfície sensível (no caso o filme fotográfico) através da exposição de luz.
Desde o Renascimento italiano na época de da Vinci até cerca de dez anos atrás o processo da fotografia foi se desenvolvendo em termos tecnológicos e artísticos: os profissionais foram experimentando ao passo do tempo e criando novas maneiras de expressar essa arte de infinitas facetas. Porém hoje, os caminhos seguidos nada se parecem a essa prática secular.
Um trabalho de resistência
A maioria dos fotógrafos profissionais de hoje em dia trabalha com a câmera digital, mas ainda há os que resistem firmemente ao passo do tempo, fotografando com suas máquinas analógicas, revelando os filmes e ampliando as fotos, uma a uma. Porém, para estes que querem seguir trabalhando com a fotografia analógica, encontrar quem faça o trabalho de revelação está cada vez mais complicado.
João Salgado é laboratorista. Os que não estão familiarizados com o registro fotográfico diriam talvez que ele trabalha em um laboratório médico, mas seu trabalho apesar de meticuloso não tem nada a ver com saúde – ele revela filmes fotográficos em preto e branco.Filho de laboratorista (seu pai começou trabalhando para a revista “O Cruzeiro” e segue ativo até hoje) foi dentro de casa que João aprendeu a arte de revelar filmes. Quando jovem observava seu pai naquela escuridão agindo feito alquimista: “Ele é do tempo em que se precisava pesar a quantidade de fórmula para diluir a química e fazer o revelador”.
A magia do quarto escuro
Os filmes monocromáticos (popularmente conhecidos como PB) podem ser revelados manualmente, basta ter um quarto absolutamente escuro (não se pode deixar passar nenhum feixe de luz) e uma seleção de produtos químicos que vão realizar a “magia” de fazer a imagem aparecer no papel.
O laboratorista, depois de passar o filme fotográfico por uma química já pode visualizá-lo e começar a produção das fotos. Para isso, é preciso ter um ampliador onde se coloca o negativo em uma espécie de lâmina e, com a
projeção de luz sobre o quadro da imagem ela irá relevar-se no papel fotográfico.Logo, ele passa para o processo de revelação fotográfica, que consiste em cinco etapas usando três diferentes compostos químicos: o revelador, o interruptor e o fixador. Em seguida o papel passa pela lavagem e por último pela secagem.
Para aqueles que jamais experimentaram revelar um filme, pode parecer um processo complicado, mas está longe de ser assim. Revelar uma imagem em PB manualmente requer arte, coisa que João Salgado tem de sobra.
Para que o resultado final seja o desejado, cada foto é trabalhada separadamente, levando em conta a exposição e o contraste próprios de cada uma. “É como um photoshop manual, nós já trabalhamos a imagem desde sempre. O programa só reproduz as técnicas de laboratório”, conta João.
Uma vida em meio a imagens
Com 25 anos de carreira, João trabalha desde 2001 na Galeria ímã, na Vila Madalena, atendendo àqueles que ainda buscam a via artesanal para seu trabalho.
João conta que a partir do ano 1985 com a eleição de Tancredo e a abertura da imprensa os fotógrafos trabalhavam sem parar, e as agências de foto de proliferavam sem controle. Foi nessa época que começou a trabalhar na Agência Angular, montada por uma série de profissionais. Quando ela se desintegrou nos anos 90 e cada um foi para o seu lado, João foi convidado pelo fotógrafo Egberto Nogueira para trabalhar em sua galeria, a Ímã.
Hoje, João admite estar preocupado com seu negócio: “Acredito que a fotografia analógica dura mais uns dez anos. Mas enquanto o material ainda for fabricado e as pessoas tiverem interesse, estarei aqui”.
Galeria Ímã
Com exposições e cursos relacionados à fotografia, a galeria Ímã é uma das pioneiras da região neste ramo. Os cerca de 80 artistas em seu catálogo abrem um leque de variedades que enchem os olhos dos amantes da fotografia. Para os profissionais, o espaço ainda oferece o trabalho de impressão, moldura e portfólio. São tantos os serviços que estão todos sempre por lá: “Os fotógrafos acabam fazendo terapia aqui”, comenta a co-proprietária Carla comenta entre risos.
A poesia impressa pelo desenho da luz revelado em papel que tanto fascinou no passado está ativa, fortemente, em pequenos ateliês do mundo. Basta encontrá-los.
viernes, 21 de mayo de 2010
jueves, 13 de mayo de 2010
(...) Mar Adentro
y en la ingravidez del fondo,
donde se cumplen los sueños,
se juntan dos voluntades
para cumplir un deseo.
Un beso enciende la vida
con un relámpago y un trueno,
y en una metamorfosis
mi cuerpo no es ya mi cuerpo;
es como penetrar al centro del universo.
El abrazo más pueril,
y el más puro de los besos,
hasta vernos reducidos
en un único deseo.
Tu mirada y mi mirada
como un eco repitiendo, sin palabras:
más adentro, más adentro...
hasta el más allá del todo
por la sangre y por los huesos.
Pero me despierto siempre
y siempre quiero estar muerto,
para seguir con mi boca
enredada en tus cabellos.
.Por Jamón Sampedro
jueves, 29 de abril de 2010
Sim
Tenho frases, tenho imagens, tenho prosa, conversar.
Sim, tenho idéias, tenho coisas pra contar.
Tenho pensamento, tenho imersão, tenho todo o mundo pra te explicar.
Tenho gesto, som, toques, tenho sobretudo o olhar.
Tenho mãos e ombros e dedos, tenho vida que explorar.
martes, 6 de abril de 2010
Esteban Morgado, El movimiento del abrazo apasionado
Hablo con Esteban Morgado, alma tanguera, guitarrista dedicado, arreglador obstinado. Enresumen, un artista que más que la música, lleva el Tango en sus venas. Sea componiendo para películas, enseñando o estudiando con otros maestros, actuando en solitario en su programa de televisión "Letra y Música" (lleva 11 años al aire en Argentina), o con su cuarteto alrededor del mundo, Morgado lleva más de 30 años dedicando su vida al arte. Su enamoramiento encanta al que escucha, por la pasión que transmite tanto al tocar como al hablar del tema. El 2010 es un año especial: entre los Premios Gardel consechados a lo largo de su carrera, celebra feliz diez años con su cuarteto al sonido de temas suyos como 'Morena', o versiones de temas universales como 'Libertango'. Hablamos con el argentino que este mes saca disco, Vamos que venimos, proyecto que no es más que un agradecimiento a todos los milongueros enfundados en "este sentimiento que se baila" como lo define, y añade: "Lo presento con la certeza de apostar a la pasión como lo esencial de esta música, que nosotros ponemos al tocar y al grabar, y que se transforma en movimiento, en ese abrazo apasionado...".¿Qué representan estos 10 últimos años en tu carrera?
Estos 10 años han sido muy importantes en mi carrera, ya que se consolidó el proyecto del cuarteto de tango que funde en 1999. Con los músicos Quique Condomi en violín, Walter Castro en bandoneón y Horacio Hurtado en contrabajo hemos grabado 6 discos,realizado numerosas giras por el mundo y hemos logrado un sonido muy particular, reconocible, y muy aceptado en el mundo tanguero. En Argentina, el premio más importante a la producción de discos del estilo se llama Carlos Gardel, el jurado que lo otorga está integrado por músicos, productores, periodistas, y gente ligada al espectáculo. Nuestros 6 discos han sido nominados y lo hemos ganado en 3 oportunidades en las categorías Mejor Artista de Tango y Mejor Orquesta de Tango. El disco Milongueros también fue nominado a los Grammy Latinos. El sonido particular del cuarteto está dado por la ausencia del piano y el rol que cumplen los cuatro instrumentos...funcionamos a la manera de una pequeña orquesta, como si fuéramos un cuarteto de cuerdas en donde la música va circulando entre todos, las melodías, los contrapuntos y la armonía, son llevados por todos los instrumentos. Creo que lo más importante en estos 10 años es haber logrado otra mirada y otro sonido en esta hermosa música que es el tango.
Entre todas las cosas que has hecho como músico ¿Cuál te da más placer?
Todo lo que tiene que ver con la música me da placer. Tocar la guitarra, la composición, los arreglos, acompañar cantantes, hacer los discos, los shows, tener la maravillosa posibilidad de viajar y conocer el mundo y a la gente que se apasiona por nuestra música al igual que nosotros. La sensación que tengo cuando veo a los milongueros bailar mi música en las milongas del mundo es única, es algo muy emocionante y muy placentero.
El Tango puede ser visto desde distintas ángulos. Es un estilo musical que tiene una larga historia. ¿ Cómo lo entiendes?
Efectivamente, el Tango es un genero muy amplio y afortunadamente muy vivo, dinámico y en permanente evolución. Hoy conviven nuevas orquestas típicas, quintetos, sextetos, tríos y cuartetos de guitarras, con el tango electrónico, y creo haber aportado algo con nuestra formación y nuestra manera de vivirlo. No concibo la música sin apasionamiento, y sin libertad. En el cuarteto todos tenemos la posibilidad de desarrollar nuestra inventiva, nuestra creatividad y mis compañeros son unos músicos maravillosos.
¿De que manera tu música dialoga con el Tango y otros estilos musicales?
En nuestros discos conviven tangos tradicionales , músicas del genial Astor Piazzolla, composiciones mías, y arreglos tangueros de temas que originalmente no lo son. Por ejemplo la música de la pelicula Cinema Paradiso de Ennio Morricone, 'Cada vez que respiras' de The Police, un mix de temas de Queen con 'Rapsodia Bohemia' y 'Love of my Life', y en este ultimo disco un tema de Stevie Wonder: 'Lately'
¿ Cómo ves el Tango con variaciones electrónicas?
Creo que el tango electrónico es otra muestra de la amplitud del genero. A mi no es la música que más me interesa pero me parece bien que exista, ya que es otra puerta de entrada para muchos jóvenes que escuchan un bandoneón y algo parecido a un tango y luego termina bailando y escuchando Dárienzo, Troilo, Pugliese, y Piazzolla.
¿ Cuál es el futuro de tu música y cuál es el del Tango como estilo?
El disco que estamos presentando por estos días se llama Vamos que venimos. Esta frase es muy usada en las radios y la televisión y me parece que ilustra el presente y el futuro que pretendo para mi cuarteto. Vamos!!! Que seguimos... Vamos! Que podemos sostener este proyecto, apostando a la producción independiente. Tomo para mi la frase del gran escritor Roberto Arlt :"El futuro es nuestro por prepotencia de trabajo". En este año ya estamos preparando dos giras por Europa para fines de mayo y para el mes de septiembre, tocando en festivales de tango, en teatros y milongas...en donde probablemente grabaremos un CD y un Dvd en vivo...
jueves, 25 de marzo de 2010
ensueño
en tiempos de mucho tener,
puebla sueños conflictuosos
persiste en días inhóspitos
mata a los hombres de tanto querer
La carcajada llorona de la fuga,
el caminar sin compás del dormilón,
van y vienen por la oscuridad del concreto
persisten en estado incierto
invaden los espíritus con la autocompasión.
Osvaldinho da Cuíca, Una lección sobre música
Para los que os preguntáis qué formas tiene tal instrumento, aquí podéis ver una foto:

Pero para los que queréis saber cómo suena, habrá que escuchar sus notas, y nadie mejor que Osvaldinho da Cuíca tocarlo, que por algo lleva la palabra en su nombre artístico.
Este polifacético artista (es cantante, compositor, “sambista” y “ritmista”) es un auténtico representante y personaje clave para el desarrollo del estilo más emblemático de Brasil: la Samba. Su vida y la música popular brasileña han caminado juntas a lo largo de los últimos setenta años, celebrados este mes con el lanzamiento en su país del disco “Osvaldinho da Cuíca 70 anos”. Una charla con él no es tan solo una lección sobre la música, sino un viaje por dentro de la misma.
Osvaldinho cuenta que ha nacido en San Pablo mientras el Carnaval del año 1940 seguía su curso, y con eso añade: "La Samba está en mi alma, y mi corazón es Brasil". Desde niño ha estado tocando, o “batucando” como se dice en su país, y soñando con “la magia de sonoridad deslumbrante que es la música brasileña”.
Su visión y entendimiento de la música claman respecto, pues sus implicaciones con la misma han llegado a todas las esferas, del arte popular a las políticas públicas. Desde los quince años, al participar en la creación de muchas de las escuelas de samba de su ciudad, ha estado presente en los principales momentos históricos de la música popular brasileña.
Según el músico, el mundo sigue un proceso cíclico: no para. Esto ha hecho con que la Samba nunca más sea la misma. Se trata de un género con una infinidad de segmentaciones imposibles de hacer relación a día de hoy, que en el principio era conocido como ‘tanguinho’ (“tanguito”), y que desde entonces no ha dejado de producir variaciones, en función de la sonoridad de cada región del país, que ha impreso su propio acento. Pero la tendencia, es empeorar, lamenta el músico.
“La tecnología es maravillosa”, asume. “Pero la esencia, su alma, que es la poesía, se hace redundante, perdiendo su religiosidad” añade el artista, lamentando la comercialización y mezquindad que domina el mundo no solo de la música, pero de las artes en general.
Ampara su trayectória la producción de discos; la participación en la creación de escuelas de samba; su presencia en el reconocido grupo de samba paulista “Demônios da Garoa” por más de 30 años; y hasta experiencias sinfónicas. La refuerza su paso por los más diversos ámbitos culturales: actuando en la producción de la banda sonora de la aclamada película Orfeo Negro (1959) -que se hizo con el Oscar a la mejor película extranjera y la Palma de Oro en el Festival de Cannes; actuando en cortometrajes y documentales sobre la música y los instrumentos brasileños; elaborando guiones sobre la historia de la samba para cine y teatro; en definitiva, actuando en proyectos de valoración de la música popular brasileña de un modo general.
Pero también y sobretodo lo ampara su activísmo en la búsqueda por el reconocimiento de dicho estilo musical, como cuando en 1972 llevó el ritmo de las escuelas de samba a los establecimientos de enseñanza, produciendo gran polémica en la prensa de su país, por la innovación; o su empeño en el rescate, preservación y difusión de la samba, esfuerzo que ha generado la conquista del título de “Embajador Nato do Samba Paulista”, dado por la Unión de las Escuelas de Samba en su ciudad de origen.
Su conocimiento sobre la historia y evolución de este estilo musical tan rico le hace ver con tristeza los caminos que muchas veces ha tomado. “La Samba nace de la confluencia de 3 razas” explica, ponderando que del Oriente viene la base instrumental, de África su corazón, y de Europa toda la influencia cultural que repercute en su reproducción.
“La Samba es afrobrasileña, de eso no se puede olvidar nunca” reivindica. “Este ritmo tiene su base en la percusión africana, y se ha diversificado a lo largo de los años,pero infelizmente hoy se resume en un patrón único: el patrón carioca”, refiriéndose a la música del Carnaval de Rio de Janeiro. “La Samba que se hace hoy, mata a su pureza, pues es bonita cuando acústica” El compositor afirma que en su esencia, este estilo es algo muy íntimo, de contagio por proximidad, y no algo para ser escuchado como el Rock en el Maracanã (en referencia al más grande estádio de fútbol de Brasil).
Para hacer valer toda su teoría y sus constataciones, Osvaldinho da Cuíca hace entonces un disco leve, pero a la vez vigoroso, de instrumentación primorosa y ejecución impecable, como no podría deja de ser. Habrá que visitar a Brasil para ver a este hombre en acción, de momento. Pero no hay tiempo, ni hora, ni lugar para el deleite con un sonido tan visceral y puro.
jueves, 4 de marzo de 2010
Hay Carnaval original todavía, ¡Sí señor!
Analisado sob tão distintos pontos de vista.... O olhar do estrangeiro que se fascina, o do 'folião' que perde as estribeiras, o dos disfarces e fantasias.
O Carnaval das marchinhas e o Carnaval de avenida; Carnaval na Sapucaí ou na rua do bairro; ou então aquele que exige 'abadá'. Tanto faz. São muitos, plurais, mas em sintonia: é a "Celebração da Alegria".
Talvez sim, mas talvez não.
Há, hoje, aquele que defende e que se retorce com o desaparecimento do verdadeiro Carnaval detentor do timbre de folclore brasileiro, feito por e para o povo, espontâneo, sem amarras, sem critérios ou regras.
Apesar de tudo, poucos de nós podemos dizer o que exatamente é o Carnaval tradicional ou, citando melhor os contrariados, o original. Diz-se que perdemos a espontaneidade, e que não só isso, já não resta praticamente a essência da cultura folclórica brasileira.
Mas.... como invariavelmente me coloco, me sinto forçada a discordar.
Há como em poucos lugares espontaniedade no brasileiro, e principalmente nas festas do brasileiro, e por mais que sim existam espetáculos "para gringo ver", quando se festeia, é uma liberação. Que sim, ainda está por aqui.
Esse Carnaval, desci a Rua Augusta com uma gentarada, cantando o 'samba-enredo' composto especialmente pra ocasião sendo essa a primeira. E acredito que sim, aconteceu de forma espontânea: ao ponto do seu idealizador ser levado para o camburão em meio à folia por "perturbar a ordem pública"!
Que no ano que vem possa estar totalmente normalizado e estruturado? É possível.
Mas se isso acontecer, mil e um outros 'Carnavais originais' estarão florescendo em qualquer canto deste país.
Porque, para um estrangeiro que assistia à parada e seguia a procissão,
ao final a idéia que fica é:
- NOSSA, sabe qual é a coisa mais legal de tudo isso?
À minha volta, todos estão sorrindo.
domingo, 28 de febrero de 2010
Falemos sobre a Sustentabilidade
Há pouco entramos no ano de 2010, o número impressiona e o futuro parece ter chegado.
Sim, porque a realidade nos mostra que já não se podem adiar medidas que antes eram tratadas como hipóteses, e o momento pede uma revisão de conceitos.
Em 1987, a ONU criou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que elaborou o Relatório Brundtland por meio de um texto intitulado Nosso Futuro Comum, no qual aparece o termo 'desenvolvimento sustentável', definido então como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades" no marco da Agenda 21. Para atingir esse nível, é imperativo praticar a sustentabilidade tanto ambiental, como econômica e sócio-política.
Hoje, sustentabilidade trata-se de um conceito disseminado e popularizado, presente na boca de muitos, porém entendido por poucos. Nossa consciência geral dita que estamos à frente de um processo irreversível e definitivamente imprescindível para se viver bem e de preferência cada vez melhor de cara aos novos tempos.
É possível simplificar esse conceito com a idéia de reaproveitamento e como consequência, de perda zero, o que
vem a ser provavelmente uma das idéias mais importantes para o desenvolvimento humano tendo em conta a já percebida perda de recursos naturais no planeta.
Na agenda de qualquer instituição ou empresa que tem os olhos fixos no horizonte, essa prática tem sido aplicada cada vez mais e com mais frequência, haja vista a nova camiseta da seleção brasileira de futebol, confeccionada com oito garrafas Pet que foram retiradas do meio-ambiente, desenvolvendo assim o poliéster reciclável. Nada mal para o Brasil, nada mal para o mundo.
martes, 9 de febrero de 2010
There Is A Light That Never Goes Out

Faz tempo que não passo por aqui.
Tantas e tantas coisas acontecem que a gente se esquece de si.
Mas há momentos na vida, que você para. E pensa. Ou só sente. Mais nada.
Outro dia aconteceu isso, e senti vontade de escrever.
Estou de volta à (Soda Stereo não se referia à ela, mas acho que o termo lhe convém) la Ciudad De La Fúria.
E põe fúria nisso.
Mas há tanta beleza também.
Por mais que esse seja o meu país, e essa a cidade onde -praticamente- virei gente, ainda tenho o mesmo sentimento de turista, ou mais que nada, de olhar do estranho. O que é bom, talvez ótimo.
As vezes as carências dessa metrópole me tiram do sério, me enervam, espetam meu cabelo e meus pêlos.
Mas são tantas coisas belas. é tanta coisa.
O visual vai ficar pra depois, porque como dizia antes, outro dia me irrompeu o sentimento de soltar o verbo. E o que produziu isso foi uma canção.
É que aí está uma das qualidades dessa cidade: pode-se encontrar mais que uma boa radio. Pode-se ouvir música boa, muito boa, assim de surpresa. Pode-se estar dentro do carro, num calor intenso, escaldante, e de repente ouvir The Smiths.
E pode-se sorrir, como eu fiz.
E é exatamente isso que adoro sobre a a Vida. Que de repente, num rompante, você sai de onde está pra divagar sabe-se lá por onde, com um sorriso. É engraçado, porque esse momento dura minutos, senão segundos, e quando passa e me dou conta do que aconteceu, dou uma risadinha, e continuo. Pronto, isso já alegrou o meu dia!
A música, There Is A Light That Never Goes Out.
O mais curioso, é que não se trata de uma letra alegre, muito pelo contrário, é melancólica e romântica, como quase qualquer música da banda. "To die by your side, is such a heavenly way to die" não é necessariamente algo que se deveria contemplar quando se está dentro de um carro, num momento de certo desconforto, eu sei; e não sugere felicidade, também sei. O fato é que quando os acordes solitários de guitarra no início da canção me tomam desprevenida, me esqueço de tudo e quando vejo, não faço nada mais que cantar.
Nick Hornby escreveu um livro que se chama 31 Songs - no Brasil, 31 Canções (Rocco, 2005)- no qual comenta músicas que de alguma maneira e por distintas razões tiveram algum impacto, mesmo que singelo, em sua vida.
Adorei e entendi a proposta. Se eu fosse escrever um livro assim, There Is A Light That Never Goes Out (do album The Queen is Dead- 1986) definitivamente entraria na minha seleção.
Deleite-se
Foto: vista noturna de SP, em referencia e homenagem ao título da música.
