
Semana passada fui ao circo.
Tem gente que nem sabe o que é isso. Eu mesma não ia há muit tempo, desde a época em que meu irmãozinho era pequeno, e ele já tem 15.
Tinha perdido o interesse por não ser uma fã por assim dizer das brincadeiras com animais.
Mas em um domingo de jogo do Brasil, com uma ínfima audiência, sentei naqueles bancos mágicos que fazem a gente voltar a ser criança e não só isso: nos levam de volta ao passado.
Àquele tempo -que já não é o meu (que nasci em tempos de tecnologia já avançada)- as produções artísticas eram saltimbancas, errantes e sobretudo, autóctonas. Feita por e para o povo, sem elite, juiz ou propaganda.
Enfim, o circo me remete à isso. Àquilo que não conheci exatamente, mas que idealizo, e fantasio, em imaginar como seria um mundo eutêntico, onde a realidade somente se confunde com a magia e o fantástico e não com o "make believe" de hoje, onde nada é realmente o que parece, e onde o novo nunca é exatamente novo, é sempre uma recriação, é sempre um 'revival'.
Mas claro, o circo. O que fui em questão é o Circo Roda, armado com tenda e tudo mais no Memorial da América Latina em São Paulo. E é sim, daqueles genuínos: trapezistas, palhaços e contorcionistas. É para crianças, das pequenas e das grandes. Tem magia e ilusão. Tem falhas, mas é disso que se trata, ao vivo e se entregando, as pessoas erram. Elas são pessoas e se mostram como tal - são como eu e como você. Não são deuses absolutos que não perdem uma, não são belezas extraordinárias retocadas pela demanda da indústria que quer vender a perfeição.O espetáculo que o Circo Roda agora apresenta é "Oceano". Assim, vemos peixes nadando, cavalos-marinho e polvos, tudo de tecido, de material reaproveitado, feito por eles, pela trupe.
Da união dos grupos teatrais Parlapatões e Pia Fraus, como eles dizem no seu website, a equepe formada usa esse espaço para dar vazão às características originais do conceito e como dizem ao fim do espetáculo: "Não deixar o Circo morrer".
Quem sabe o Circo não para perto de você?
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