Analisado sob tão distintos pontos de vista.... O olhar do estrangeiro que se fascina, o do 'folião' que perde as estribeiras, o dos disfarces e fantasias.
O Carnaval das marchinhas e o Carnaval de avenida; Carnaval na Sapucaí ou na rua do bairro; ou então aquele que exige 'abadá'. Tanto faz. São muitos, plurais, mas em sintonia: é a "Celebração da Alegria".
Talvez sim, mas talvez não.
Há, hoje, aquele que defende e que se retorce com o desaparecimento do verdadeiro Carnaval detentor do timbre de folclore brasileiro, feito por e para o povo, espontâneo, sem amarras, sem critérios ou regras.
Apesar de tudo, poucos de nós podemos dizer o que exatamente é o Carnaval tradicional ou, citando melhor os contrariados, o original. Diz-se que perdemos a espontaneidade, e que não só isso, já não resta praticamente a essência da cultura folclórica brasileira.
Mas.... como invariavelmente me coloco, me sinto forçada a discordar.
Há como em poucos lugares espontaniedade no brasileiro, e principalmente nas festas do brasileiro, e por mais que sim existam espetáculos "para gringo ver", quando se festeia, é uma liberação. Que sim, ainda está por aqui.
Esse Carnaval, desci a Rua Augusta com uma gentarada, cantando o 'samba-enredo' composto especialmente pra ocasião sendo essa a primeira. E acredito que sim, aconteceu de forma espontânea: ao ponto do seu idealizador ser levado para o camburão em meio à folia por "perturbar a ordem pública"!
Que no ano que vem possa estar totalmente normalizado e estruturado? É possível.
Mas se isso acontecer, mil e um outros 'Carnavais originais' estarão florescendo em qualquer canto deste país.
Porque, para um estrangeiro que assistia à parada e seguia a procissão,
ao final a idéia que fica é:
- NOSSA, sabe qual é a coisa mais legal de tudo isso?
À minha volta, todos estão sorrindo.
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