
(2008) Bruno Barreto
Ontem fui ao cinema ver filme brasileiro com legenda em norueguês.
Confesso que não estava informada sobre esse filme do Bruno Barreto, mas claro, já conhecia a fatídica história de Sandro do Nascimento e tinha visto "Ônibus 174" de José Padilha.
Considerando a informação prévia, eu já esperava algo de tristeza e violência, mas a projeção me superou.
Tendo como roteirista Bruno Mantovani, o mesmo de Cidade de Deus e Tropa de Elite, pode-se imaginar que vem chumbo, mas o fato é que por real, a história é extremamente e quase nada mais que triste.
Na minha opinião o filme é bem feito, principalmente ao mostrar a evolução (se é que se pode chamar assim) do personagem até o 'breakdown' final, mostrando como uma sucessão de acontecimentos vão calejando o pobre menino até que ele explode. Sim, o fato de ser brasileira morando fora, de certa forma longe dessa realidade, pode ter afetado um pouco mais a minha percepção mas continuo mantendo a postura de que nesse conto não há nada de belo, nenhum resquício de felicidade, nenhum momento doce.
E essa, é a parte perturbadora da história.
Porque eu acredito que a felicidade pura e dura não exista realmente, mas sim momentos felizes... lapsos do dia-a-dia que arrancam um sorriso da boca. E pelo visto Sandro nunca teve um desses momentos.
Pode-se dizer que é anti-alienante. Pode-se chamar de 'retrato da realidade'. Eu chamo de 'soco no estômago'.
E, pra finalizar, saindo um pouco do tema central, outra curiosa informação. Fui buscar na Internet a foto do cartaz do filme pra postar aqui, quando vejo que o cartaz brasileiro é diferente do divulgado fora do país. Uma pena, mas não é difícil entender o porquê:

Panorâmica do Rio, favela,
e corpos nus na cama
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