domingo, 27 de septiembre de 2009

"The Sound of Jazz"

Hard to define Jazz.
It went from being the music of the outsiders, the ones at the margin, in the beginning, to become music for the elite.
The sense of rhythm and the essence of improvisation that was happening in different parts of the young United States of America, played mainly by Afro-American has gone through major changes since than.
It made the the country celebrate life as never before during the "Jazz Age", drastically terminated by the Great Depression.
It became the first example of pop music (as seen today) when Benny Goodman found the Swing, and brought it to the masses.
It walked hand in hand with the Beat Generation, when Bebop raised to impose amazing solo performances and free spirit as an opposition to the strict organization of the Big Bands.
It became Cool, having too amazing artists representing not only its sound, but the essence of that people, coming from such different places and races.
It has been changing so much that now it doesn't really matter what can be defined as Jazz, and what stays out.

The important thing, is the feeling it transmits to the one who listens and truly appreciates it. Close to incomparable.

In 1957, CBS invited Billie Holiday to their program "The Sound of Jazz". It was a tough moment in her life in many ways but for someone who sings the Blues, that might just help.
For the session, producers invited not only some of the greatest musicians of that time, such as Coleman Hawkins, Ben Webster, Gerry Mulligan, Roy Eldridge- just to mention, but Billies closest friend, the one whom she called Pres (as in president) and who first called her Lady Day, saxophonist Lester Young.

This might just be one of the greatest Jazz performances in time. Or just an extremely beautiful thing.

O café mais fofo de Oslo....

sábado, 26 de septiembre de 2009

Última Parada 174






(2008) Bruno Barreto

Ontem fui ao cinema ver filme brasileiro com legenda em norueguês.
Confesso que não estava informada sobre esse filme do Bruno Barreto, mas claro, já conhecia a fatídica história de Sandro do Nascimento e tinha visto "Ônibus 174" de José Padilha.
Considerando a informação prévia, eu já esperava algo de tristeza e violência, mas a projeção me superou.

Tendo como roteirista Bruno Mantovani, o mesmo de Cidade de Deus e Tropa de Elite, pode-se imaginar que vem chumbo, mas o fato é que por real, a história é extremamente e quase nada mais que triste.

Na minha opinião o filme é bem feito, principalmente ao mostrar a evolução (se é que se pode chamar assim) do personagem até o 'breakdown' final, mostrando como uma sucessão de acontecimentos vão calejando o pobre menino até que ele explode. Sim, o fato de ser brasileira morando fora, de certa forma longe dessa realidade, pode ter afetado um pouco mais a minha percepção mas continuo mantendo a postura de que nesse conto não há nada de belo, nenhum resquício de felicidade, nenhum momento doce.
E essa, é a parte perturbadora da história.

Porque eu acredito que a felicidade pura e dura não exista realmente, mas sim momentos felizes... lapsos do dia-a-dia que arrancam um sorriso da boca. E pelo visto Sandro nunca teve um desses momentos.

Pode-se dizer que é anti-alienante. Pode-se chamar de 'retrato da realidade'. Eu chamo de 'soco no estômago'.

E, pra finalizar, saindo um pouco do tema central, outra curiosa informação. Fui buscar na Internet a foto do cartaz do filme pra postar aqui, quando vejo que o cartaz brasileiro é diferente do divulgado fora do país. Uma pena, mas não é difícil entender o porquê:



Panorâmica do Rio, favela,
e corpos nus na cama

O Quase, Luis Fernando Veríssimo

(Totalmente de acordo!)

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia á duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que sonhando, fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque embora quem quase morre está vivo, quem quase vive já morreu.

viernes, 25 de septiembre de 2009

Buenos Aires no olho do peixe.....

Em novembro do ano passado (2008) fiz uma visita à família em Buenos Aires e resulta que vou revelar as fotos só essa semana... o filme andava perdido.

Não tinha ideia do que o revelado me mostraria. E eis que vejo......


Um coreto centenário no Bairro de Palermo


Uma Mãe, e uma filha


Um pequeno tesour meu, no pula-pula


A girafa se resguardando do calor portenho

((All pics by Fisheye Lomography))

London, London


... entering The Royal Albert Hall


yes, still London, by Portobello Road


waiting to see Ray


a view of Camden


far from the mess.... Greenwich Village


Good Morning England


Psss

..... yes, I think it fits me!

jueves, 24 de septiembre de 2009

Double Decker Bus

Around on a double decker bus in London Town.
Soundtrack by Beezewax, Paint'til you die

Drowned

I have drowned.
Yes, I have thrown myself into deep water only to see how it felt
Wet, washed, all embraced with moist
I have not swam
No, I have allowed my body to be driven away from shore
Left, Scratched, adrift...

miércoles, 23 de septiembre de 2009

Estoy esperando la casualidad de mi vida

Los amantes del círculo polar - Ana y Otto

Antonio Machado, Un grande!



Quando eu saí da España, saí sem vontade de voltar, sem muita dor no coração, na verdade.

Mas dá pra pensar que Barcelona não é realmente España, a profunda, a "terra de Cervantes" e também, de Antonio Machado.

A Língua Portuguesa nos deu poetas e escritores magníficos, mas confesso que tenho uma debilidade, por coisas assim:








Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre el mar.

Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles,
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse
de sol y grana, volar
bajo el cielo azul, temblar
súbitamente y quebrarse...

Nunca perseguí la gloria.

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.

Caminante no hay camino
sino estelas en la mar...

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Murió el poeta lejos del hogar.
Le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse le vieron llorar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...

Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso.




Reunion



Nada como estar perto de pessoas amadas

California Stars






Little by little.... vou aprendendo tocar.

Ainda estou nas que são lindas e fáceis.

Agora escolhi California Stars, letra do Woody Guthrie musicada por Jeff Tweddy e Jay Bennett, pro album Mermaid Avenue- Wilco and Billy Bragg.





e--------2-----------0---------------------------------------
B--------3-----------2---------------------------------------
G--------2-----------2-----------1---------------------------
D--------0-----------2-----------2---------------------------
A--------------------0-----------2---------------------------
E------------------------------------------------------------

(D) (G) (C)


Real easy song, strum;


VERSE 1


G
I'd like to rest my heavy head tonight
C
On a bed of California stars
D
I'd like to lay my weary bones tonite
G
On a bed of California stars


VERSE 2(same chords)

I'd love to feel your hand touching mine
And tell me why I must keep working on
Yes, i'd give my life to la my head tonight
On a bed of California stars


VERSE 3

I'd like to dream my troubles are away
On a bed of Califrnia stars
Jump up from a starbed and make another day
Underneath my California stars


VERSE 4

They hang like grapes on vines that shine
And warm the lovers glass like friendly wine
So, I'd give this world just to dream a dream with you
On our bed of California stars

lunes, 21 de septiembre de 2009

eu, pra você



'New York, I Love You'

Oh My God, we will have to check this out!

London. Two days of music

I have always wanted to visit the places that have some kind of an interesting history for me.

The Royal Albert Hall has been one of those places in which I always wanted to seat and see, listen and enjoy good music. And also be myself part of this place's history.

Well, I needed to find the moment to combine time and the chance of catching up with something beautiful, and boy I have found it.

Ray LaMontagne would be performing there, and so I bought the tickets. Obviously I did not regret it.

Arriving a day before to have some quality time in the city with friends, I was luckily taken to 'The Lexington' to check out Heavy Trash and despite the tiredness, it is impossible not to have real fun with all that rockin'.

It was a London style couple of days... rockabilly 'heavy rock' one day, precious and intensively beautiful folk the other. For some reason it does match.

Ray at Royal Albert Hall, London September 17th 2009 HERE

sábado, 19 de septiembre de 2009

lunes, 14 de septiembre de 2009

Momento pé no chão.

A idéia é a da aceleração da vontade pessoal.

Isso é o que parece acontecer comigo nesse momento, e adoro.
Tenho uma certa tendencia a me preocupar demais com tudo o que está à minha volta, ficando um pouco confusa e finalmente mal-resolvida.
Agora, a hora é propícia para desenvolver meus projetos, mas controlar a ansiedade.

Dificil!!!

viernes, 11 de septiembre de 2009

We did not come to fear the future, We are here to shape it!

Não é preciso acrescentar informação nem fazer análise alguma em cima de um discurso como o do Obama feito na quarta feira passda dia 9 de setembro.

Bom seria ter gente assim tomando conta de assuntos importantes, em cada canto do mundo.

Chapeau ^

domingo, 6 de septiembre de 2009

Milton na Opera



viernes, 4 de septiembre de 2009

Economy Drive

What a cool thing. Adorei.

O video é demais e a idéia- tanto a original para o carro como a metáfora usada no spot- inspiradora.

A atividade gera luz, e quando em repouso, a luz se apaga.

Who's that girl??


Esse é um sreenshot do filme "Waltz with Bashir".

De repente, alguém me diz que estou num filme de animação. Processo a informação e acho engraçado. Que história é essa?, penso eu.

E eis que me mandam essa imagem. E eu fico pensando....

E, no que será que Ela está pensando.....

(...)

jueves, 3 de septiembre de 2009

Pra não dizer que não falei de flores......

Adoro essa expressão.

Não precisamente pela referência (óbvia) à música do Vandré, mas porque diz tanto e tão "belamente".

Em tempos de críticas como são esses, onde qualquer um pode começar um blog (...) e dispôr-se à discursar sobre qualquer coisa que caminhe.... é importante falar de flores.

Em tempos de cinismo como são esses, onde o que se diz tão poucas vezes é o que se sente, e o dito é tão poucas vezes reflexo de veracidade... é importante falar de flores.

Em tempos de egoísmo como são esses, onde a palavra de ordem é o indivíduo, onde se escuta por todas partes como é preciso cuidar de si, pensar em si..... é importante falar de flores.

E isso serve também pra mim. Portanto.... pra não dizer que não falei de flores....




1- John Sirratt e Pat Sansone, ambos membros do Wilco, tem um projeto chamado The Autumn Defense , que é lindo. E já que falamos de flores, o som tem aquele sentimento de renovação, da flor que cai pra dar lugar ao nascimento de outra. Numa referência musical ao som californiano dos anos sessenta e setenta e à nossa velha e boa Bossa Nova. Pra escutar com um leve sorriso na boca.




2- Há duas semanas eu fiz a cobertura do Oslo Jazz Festival, e ao final de uma semana escutanto muito dos sons tradicionais assim como da invovação noruegueza, fui à Opera escutar Milton Nascimento! E suponho que essa informação dispensa qualquer outro dado.





3- E porque nos gélidos fiordes do norte também se produz lindas melodias, tenho que compartir a sensação de ouvir o primero projeto solo do trompetista norueguês Mathias Eick . O album se entitula The Door e apezar de que o músico se consagrou na banda Jaga Jazzist - precursora do Nu Jazz e conhecida pela intensa mistura de elementos do Jazz com a Eletrônica- este projeto tras melodias essencialmente orgânicas e desprovistas de sobreposição. Música em estado puro.

miércoles, 2 de septiembre de 2009

Øyafestivalen

O nome significa "A Ilha" e o festival está localizado perto do mar, numa zona de ruínas medievais, onde a organização constrói 6 palcos cercados por pequenos lagos. Como a área está protegida, só é permitido "fazer um som" até às 23hs. Sendo assim, a noite segue adiante pelos clubes da cidade.
O programa é do mais variado, com espaço para pequenas bandas Indie norueguesas como Kråkesølv por exemplo; Jazz Escadinavo na forma de Jaga Jazzist ou Atomic; sucessos Pop como Lily Allen e -em minha opinião, na mesma classificação- Artic Monkeys; "Musica do Mundo" como Seun Kuti; e bandas atemporais e constantes como Grizzy Bear e Wilco.
Este ano fez sol, um lindo sol, mas frio (nada de se estranhar, em se tratanto de Noruega).

Aqui estão algumas fotos do Øya Festival, que acontece em Oslo cada verão (agosto):















A arte de ver o que os outros não vêem


Todo dia de manhã acordo e a primeira coisa que faço é ler o jornal, acompanhada do meu café.
As notícias são das mais variadas... e eu trato de variar a fonte também, claro!, entre jornais brasileiros, españois, americanos e bom, realmente o que vier.

Hoje em dia com essa "ciberneticidade" (essa palavra existe ou estamos criando novos vocábulos de uma maneira cada vez mais rápica acompanhando a velocidade da demanda?) também acompanhomuitos blog, dos mais diversos e interessantes.

E sempre, sempre, cada dia descubro algo novo e adoro. Pode ser uma nova informação eu mesmo uma nova coisa linda.... um novo som, uma inovação na arte... enfim. Algo novo.

Hoje aconteceu de novo. E descobri que o públicitário e músico Jarbas Agnelli, sempre atento ao mundo ao seu redor- como um bom publicitário, quando se deparou com uma foto de pássaros no fio, do fotógrafo Paulo Pinto para o Estado, viu nela algo diferente..... viu uma partitura na natureza, e resolveu musicá-la. Vale a pena conferir.

A partir daí, fui pesquisar o Jarbas, e então encontrei esse video e a coisa ficou melhor ainda.

(...)

É um dia cinza e chuvoso, mas acordei com passarinhos...