sábado, 16 de agosto de 2008



Ele é aquele que quando chora abre as janelas da alma e grita ao mundo sua loucura e neurose.


Ele quer parar os dados. Ele quer que se destrua o tabuleiro. Jogar nunca foi divertido.
E aquele personajem que aos céus ascendeu deixou de bagagem todas essas cartas, as quais ele se recusa a aceitar. Nao quer apostar.
Ele quer que seja o sangue, que seja o timo, os nervos, as entranhas o que determine o brilho nos olhos alheios.

Ele quer gritar ao mundo sua loucura e neurose.

Mas os ‘outros’, os outros nao entendem.
Esbravejam, se chateiam. Eles divergem. Eles sim jogam.
E aquele, por vezes se acurrala e engole o choro, e para.
E tenta dançar essa dança. E negar seu tormento e esconder seu pranto.
Sorrir.
Mas ele é aquele que corre pelo mundo desvairado, coraçao aceso, olhos vidrados, emoçao ativa, semblante encandilado. E sempre acaba por cansar-se dessas artimanhas mundanas que orientam o homem a se perder.

Porque ele quer gritar ao mundo sua loucura e neurose.

Que o fechem, que o tranquem, amordacem, que o tachem de maluco, marginal. Pois ele é quem sabe. Do que é feita essa história, onde todos participamos. Uns ativos, outros passivos. Em definitiva, aqui todos estamos.

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